This is for the Brazilian people.


Isso vai para o povo brasileiro.

Um povo machista, conservador e acomodado. Um povo que sofre de um sério problema de síndrome de pobre coitado, que se ativa cada vez que temos que admitir um erro nosso. Não fui eu, foi o eu colonizado.

Isso é para um país que aceita um cidadão igual ser jogado para os leões no horário nobre do domingo sagrado e famíliar da rede globo, pra ter que se desculpar diante de milhões de pessoas por uma aventura homossexual. Um homem pode comer quantas putas ele quiser, é contra a lei, mas ei, uma puta é uma puta. Contanto que não seja um travesti. Um cidadão brasileiro como qualquer um de nós, não tem o direito de trepar como, quando e com quem ele quiser. E ainda tem que se justificar pro país inteiro que não é gay. Ufa.

Um povo que só é da paz porque tem medo de protsestar. Um povo que é inocente por escolha, passivo por escolha. Um povo que toma no cú todo dia, todo santo dia. Por milhões de motivos mas principalmente por sua própria ideologia de indulgência constante e viciosa. A gente toma no cú. Mas não é viado.

Essa mensagem é pra você, internauta brasileiro recém-chegado pela tão indesejada “inclusão digital” que segue sendo atacado por merda por todos os lados e segue, segue, meu Deus, indo buscar refúgio na sua igreja, e depois no seu salário, e depois no seu presidente, jogando a merda de volta sem nem saber por quê. Essa mensagem é pra você, antigo internauta, que imagino que tenha pelo menos conhecimento suficiente para saber inglês. Essa mensagem não vai para os que concordam, vai para os que xingam. Essa mensagem é para a direita brasileira recalcada, que não sai do armário, não porque seja um bando de viado, mas porque não se assume conservadora, segue fumando maconha, fazendo sexo antes do casamento, sendo voluntário de ONG e xingando o vizinho de viado.

Uma mensagem do país que agora vocês odeiam porque está na moda.

Um povo que mesmo passando pela sua maior crise moral da história, resumindo, o país com o filme mais queimado desde a Alemanha de Hitler, ainda tem a coragem de admitir que a história do país é uma vergonha. Que passou pela escravidão e demorou anos, muitos anos, pra tentar eliminar aquele sistema completamente absurdo dos dias atuais.
Exatamente como o Brasil.

E mesmo assim, nós não temos nem o culhão, nem o conhecimento suficiente, uma vez mais, por opção, pra fazer o que eles fazem. Nós não temos culhão porque ainda somos um bando de pobres coitados, de escravos felizes que agradecem por viver no mesmo sistema coronelista, que até hoje não permite que digamos o que queremos na televisão, não por causa de resquícios da censura militar, mas por causa do coronezinho, que não vai te dar o resto da comida que sobrou do casarão se vc lhe desobedecer. E a própria mídia será seu pelourinho. Desobedeça seu patrão, e farão propagandas legalmente sarcásticas de você. Vc ganhará uma personagem no Zorra Total. Até um dia, das duas uma, meu caro rebelde. Ou vc aceita ser o palhaço, ou vc sai fora.

Mas macaco sempre quer banana, não?

Está na hora de uma vez por todas da gente parar de ficar achando graça em tudo. Está na hora da da comunidade gay ser realmente um órgão ativo, e não mais uma comunidade aberta ao jabá comercial, que também se veste de palhaça bicha loca pra tentar, pobre coitada, sobreviver. Não é só proibir propaganda da raider, o que aliás eu acho ótimo, mas também tentar lutar mais pelos seus direitos. E direitos não digo sair de pau e peito de fora na parada gay. Direito de dignidade, de ser um igual, de não ter sempre que fazer a lacraia pra ser aceita.

E para a direita brasileira: saiam do armário. Depois conversamos.

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